quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Tango




Vem!
Como eu quero dançar.
Nem um tango
Consigo marcar
Os pés não deslizam?
Os olhos não visam?
A respiração, eu não sei controlar?
Vem devagar...
Oculta-me o ar...
Faz-me sentir o medo
De te poder pisar
Numa aragem do vento
O peito colar
O folgo soltar
Os lábios cremar

Numa reviravolta
Não dar...

Por tempo passar
E o mundo acabar

Cristina Moita

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sorriso da boca até ao nariz


Sabes quando as crianças
pregam uma partida e,
se escondem num sorriso
da boca até ao nariz?
Hoje sinto-me assim
Meio criança, meio feliz
Apetecia-me trocar-te
O Champô por Ketchup
E por segundos imaginar
O teu ar infeliz…
E já cheia de adrenalina
Esconder-me dentro do armário
Com medo daquilo que fiz
Para comer o teu sorriso
…cheio de mostarda no nariz
No brilho de um olhar feliz


Não havia ketchup,
Fica o poema!


Cristina

domingo, 22 de agosto de 2010

Um amigo que partiu


Um amigo que partiu
É um pássaro livre
Na beira de um rio
É um anjo que nos vê
E chora com a gente
Nos abraça no frio
Um amigo que se viu
Soa na alma das nossas gargalhadas
De um amigo que se sentiu
Soa na memória marcada
Levada na proa da nossa risada
Não nos esquece e, por nós espera
Sem pressa na era…
Na paz gerada
Na luz em que seguiu…

Cristina Moita

sábado, 21 de agosto de 2010

Tutano

Este poema, não tem boca!
Não tem olhos?
Nem nariz…
Só tem osso!
Muito tutano...
Numa alma veles que o quiz
Poema que não tem boca,
Não tem voz!
Só seu cariz
Quer chegar a quem o sente
No molde
De se sentir feliz

Cristina Moita

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Porque me escrevo?


-Eu não sou assimetria,
Nem um desenho geométrico
Que um maluco qualquer queria
-Sou uma alma apaixonada
Mágoa e, nostalgia
Sou aquilo que me querem,
mais aquilo que não via
Não sou nada!
…Sou noite e sou dia…
Queria ir a todo o lado, danço em fantasia
Pois o tempo é um quadro,
E eu pincel que procria
Mas, quando à noite se faz tarde…
Por onde foge a alegria
Essa ruga que me aguarde…
Que eu sou creme, que amacia

Cristina Moita

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Sol e a Lua


Ela passa ao lado,
distante e na sua
Ele a fixa
nos olhos,
No sol que destapa
Ela já é sua…
Fica assanhado
Já a vê nua…

Está alucinado
Procura nos olhos
Um tanto corado
A sorte é sua

Nas mãos que agita
Lhe toca
Vem o vento da lua
Sopra na saia
Arrepiou na nuca
Ela corre assustada
Vai desvairada
Com medo da lua

Ele fica zangado
Um tanto amuado
Já ficou preso…
Entre o sol e a lua

Cristina Moita


domingo, 15 de agosto de 2010

Golfinhos


O amor corre nas veias
Ao cimo, na flor da pele
Em seu curso, até desaguar
São correntes de abraços
Demorados e apertados
Perdidos em alto mar

Golfinhos que resvalam soltos
Longe...
Fica a onda ao arrebentar
No mais tépido encostar
Cálidos e apaixonados
Em brincadeiras a bambolear

Num corpo
Que se toca molhado
Em raios de sol a secar
Num céu descoberto
Só por quem sabe amar

Sai o sol ao encontro da lua
Penetrando num horizonte
Nas ondas a baloiçar

Seguem sem bússola
Barquinhos a navegar
Sem o norte nem o sul
Perdidos naquele lugar

Resvalam em calmo mar
Até vir a onda
Desfazer a areia
Num belo luar.

Cristina Moita

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Recordo...



Recordo…
Perto de uma esquina
Junto de uma montra

Onde paramos?

Onde tu não me quiseste
E eu…
-não te quis!
Sabes bem…

O relógio marcou os passos
…Para trás
e para a frente também…


E os cretinos dos olhos
Marcaram a alma
Cravados no corpo
Nos olhos que tem


Cristina

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Silêncio




Silêncio...
Façam barulho!
Silêncio de onde vem?
Por mais que façam barulho...
Vivo no silêncio também…

Cristina

Manhã de neblina



Regalo o corpo
Numa areia fina
Deslizam castelos
Nos dedos de uma menina
Ao recordar esta areia
Sinto um arrepio,
No ventre
Cercado de Maresia
Numa manhã de neblina
...Vejo a Nossa Senhora
Falo com o mar…
Falo com a proa…
(Olho o rio)
Vejo partir uma canoa
Debruada de filigrana fina
Com o teu nome, cravado
Desenhado com a minha boca
Numa noite de céu estrelado
Que levava a minha roupa

Os nossos corpos cruzados
Nos terços das velhas
Rezavam...
Pedindo ao mar
Nossas bocas

Cristina

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Liberdade é a(mar)

Fui...
Mas vou voltar.
A praia sempre foi o meu lugar...
Sou um peixe...
Ou o meu horóscopo não tem lugar.
Perco-me no brilho das águas a respirar
O farol tem metáforas
Cravadas no rosto
De um pescador
Que aguarda a sua pesca
Deitando as redes ao mar
Na persistência de um luar
Sou pesca...
Não sereia! A fada não me iria modificar...
Não tenho guelras nem tentáculos
Para ser polvo ou cavalo do mar
Sou um peixe diferente
Aquele que quiseres encontrar...
Sonho, olhando as estrelas
Tudo em mim é água
Como uma criança a levitar
Procuro a liberdade
No profundo sentido da palavra
A(mar)

Cristina

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Estrela do Mar


Olhei, para aquela estrela
Mais laranja que amarela
Sentei-me e, falei com ela
Bem perto, uma pedrinha
Ela tinha o brilho do sol
E no meu pensamento
Uma janela
Rodopiei com a dita
Deixei uma palavra escrita
Um coração, desenhei com ela
Branca, polida e bonita
Um pedacinho na terra
Conversamos tanta coisa
Até no reflexo do mar
Eu me deixei ir com ela
Depois de muito conversar
Deixei-a lá ficar, para o mar a vir buscar
De noite, se a encontrar
Neste lindo planeta azul
Que nós temos que cuidar
E o amor não descuidar
Coberto de mar e terra

Cristina Moita

domingo, 23 de maio de 2010

Rosa vermelha


Rosa vermelha,
de pétala molhada,
seu aroma e cor
com um cheiro
devido,
fragrância de amor.

Hoje estás marcada,
és a flor do amor
ilustre na terra,
que lindo botão
floresce
nos olhos
e no coração,
fluido do amor
de eterna paixão.

Rosa na orelha
e no peito
da mulher sem jeito...
que linda ficou!

Pétala de veludo
em vela iluminada,
gota de água derramada,
no banho o bálsamo
de um louco amor.

Rosa seca e bela
sempre volta a terra,
lágrima eternizada
por quem tanto...
amou!

Cristina Moita

domingo, 2 de maio de 2010



Ser mãe é dar tudo sem ambicionar, e agradecer a sorte e o amor que encontrar...

Força da Natureza

Seu sorriso
que beleza
no seu olhar
a pureza

Tanta energia
a brincar

Sempre a magia
no ar

Ama
com toda
a clareza
e age
com destreza

Esta força
da natureza
muitas saudades
dentro de nós
de certeza

-Que força
da natureza
uma criança
a brincar!

Cristina Moita

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Doce Mel


Não sei, como dizer
O quanto gosto de ti
Desses olhos pestanudos
E desses lábios carmim
O meu amor é tão grande
Que só o quero para mim!
Quero senti-lo neste mundo
Dentro e fora, perto de mim
Com a certeza, que o seu mel,
É mais doce
Que um doce em si...

Cristina

sábado, 17 de abril de 2010

As Minhas Fotografias 2009-2010


video

Algumas das fotografias que escolhi das que fotografei entre 2009-2010, com a bela voz dos Il Divo e da Celine Dion. A foto onde eu estou a comer um belo figo Algarvio, foi fotografada por António Alves.
Espero que gostem?

Cristina Moita

Liberdade, sonho e poesia


A culpa da poesia é da caneta
Ou de uma pena, que se soltou
No voo da alma que a poisou
Solta em tinta no papel, numa veneta

Nos tempos de hoje, virou teclado
Tão depressa vai a qualquer lado
Entre o contesto o amar e a fantasia
Será esse valor, que o homem queria?

Se não houvesse pena, caneta ou teclado
Ela habitava só no corpo que a cria
Ou na coragem da dizer alto, noutra via

Sonho que se alimenta em movimento
Que se escreve em rima ou em prosa
Liberdade de expressão em sentimento


Cristina Moita

domingo, 21 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

Escola Dr. Vasco Moniz “Dia Mundial da Poesia"



Agradeço no âmbito das comemorações do “Dia Mundial da Poesia" à Escola Dr. Vasco Moniz, muito em especial às Professoras Maria do Céu Caramelo e Fernanda Fialho, o convite para estar presente nas comemorações da Escola no dia 18 de Março de 2010.

Obrigado

Cristina Moita

segunda-feira, 8 de março de 2010



O meu desejo
Clama
Acorda
Tuas pupilas dilatadas
Em flor

Cravo silêncios
Retiro picos
De amor

Procuro no peito
De (lírio)
Alucinado
Ardor

Procuro um poema
Que te beije
Com a língua
Sobre os lábios

Na excitação
Empolgo
O teu sabor

E afogo o poema
Dentro dum casulo
Amor!

Cristina

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sinal de amor


-Não és perfeito!
Mas já não tem jeito
No meu achado

Cada defeito
É mais perfeito
Em quem não vê nada

E quem é louco
Sabe-lhe a pouco
O amor sem nada

Um sinal no peito
Ou uma marca
Na cara
Para quem ama

É idolatrada


Cristina

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Labirinto



O caminho é mesmo ali…
Não te deixes enganar!
Em tanta árvore…
Uma dança com o vento
A querer embalar...
Os galhos suplicam um beijo teu,
Sacodem-se os ramos a evocar.
Num rasgo de luz
O teu caminhar…
Estás tonto, sentes o coração a chilrear
De tanto rodar.
Não procures a saída, sem meditar
Que a ânsia não te vá atraiçoar
Ao brilhar o céu
Nasce o sol
Que se vai pôr, bem juntinho ao mar
Olha para cima
E fixa o olhar.
Nada te vai enganar!
Até um dia nublado…
Tem o sol, lá...
no seu lugar

É o fim do teu caminhar
…Onde o sol morre
Abraçado ao luar

Cristina

domingo, 14 de fevereiro de 2010

O som do amor



Ele bate devagarinho
Mudo!
Fala baixinho…
Sem violino nem violoncelo
Escuta…
Ele fala apertado
Toca!
Como um tambor…
A fazer musica
Embala singelo
Leve!
Como uma pena
Liberta o peito…
No silêncio mais terno

Cristina


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Nasciam sonhos


Bem claros, nasciam os sonhos
Entre as lágrimas e os sorrisos, nos olhos
No peal da escada, uma boneca, a embalar
Num segmento da vida, vivido no acreditar

Voavam lindos caracóis, corcéis alados
Pentes e penteados, ainda encaracolados
Na soma de vários corações amados
Carrosséis, pincéis, nos dedos livres de anéis

Queria ser princesa, não dizia os rs
O rei da Rússia, tinha que decorar

Vendia sonhos a brincar, aos dedos a dançar
Vestida de espanhola, batia castanholas
Num fatinho modesto, de uma fada do lar

Em frente à porta da Igreja, o sino a marcar
Saudades dos sonhos, saudades do lugar

Cristina

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Rosto Espelhado

Onde estão os nossos sonhos
na memória?
Se um apaga,
volta outro sem demora
O nosso peito está marcado
Não existe fuga, do passado
Por mais que escape, pelos lados
O nosso amor irá calado
No céu unido, em algum lado
Abençoado, como criança a sorrir~
Com o pão na mão
Haverá algum culpado?
Talvez Deus!?
Onde tantos se desculpam
E pedem perdão
E ele brinca assim com gosto
Num rosto espelhado
Com um encontro raro de paixão
Onde tem tudo concentrado
Sentimento, amor e fado
Intenso, eterno…
Em todo o lado!
O nosso amor é um caso sério
Abençoado!
Que vai ao céu, num arco-íris
Depois de muita chuva
E nuvens de imaginação
Enlaçando a nossa união
Entre o sol no céu
E o mar no chão

Cristina

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pássaros em chamas


A vida sentida por uns, é, uma coisa...
Sentida por outros, é, outra...
Mas tudo sobrevive, até ao seu fim
Sem descontos, nem bonanças
Não se iludam na temperança
Com a crueldade e a falsidade
Que a vida no decorrer demanda
É a veracidade e a verdade
Quem realmente comanda
São os sonhos da esperança
Que os pássaros sentem em chamas

Cristina

domingo, 3 de janeiro de 2010

Noite para o dia

Levanto-me
de repente
em minha
manta,
sacudo
minha noite
para o dia.

Prossigo
o meu dia
com energia.

Procurando
na verdade,
quem me
acompanha,
me levando
em momentos
de alegria.

Perseguindo
o pensamento,
entre o sonho
e o momento.

Junto ás cores
que me agasalham
nesse dia...
na noite
que me segue
até ao dia!


Cristina