terça-feira, 29 de setembro de 2009

Papel Pardo


Ouvi o teu carpido
Que não me zumbiste ao ouvido
Trazia o barulho da água
No gosto de ter bebido

Trazia os olhos já baços
Do sal que batia no vidro
Esses olhares eram traços
Por mim já bem conhecidos

Se o sonho é água que corre
Sou sempre vinho desconhecido
Vazei da garrafa que escorre
Virei papel pardo no vidro

Se um dia acordares na praia
E o sol estalar o vidro
Sou o papel velho encharcado
Dizendo amo-te ao ouvido


Cristina

1 comentário:

  1. Como é que só agora descubro este espaço magnífico.

    E este belo poema...
    Bj

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