
Não chames fado à morte
Se o fado és tu quem o cantas
Vai lá beber, um copito
Que não te seque a garganta
O rio corre deitado
Correndo vai a algum lado,
Cantando o fado
Ó fado! Ó fado!
Quando colheres o lavrado
No cultivo lado a lado
Reza ao vinho abençoado
No xaile branco e bordado
Limpando o nó da garganta
E chama lá a aurora
Que ela vai chegar na hora
Das flores tomarem cor
No brilho da uva santa
Quando cantares à noite o fado
De manhã o sol levanta
O rio corre deitado
Correndo vai a algum lado
Cantando o fado
Na manta.
Dedico a um fadista, abençoada garganta!
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